“Firmes no alho”: Descubra porque uma simples cabeça de alho é o objeto que mais desperta o desejo filosófico de Ricardo Araújo Pereira.
Neste episódio d’O Princípio da Inquietação temos a alegria de receber Ricardo Araújo Pereira, uma das principais cara do humor, da comédia e do riso do nosso país Ricardos convida-nos a refletir sobre a sua mais recente inquietação: a famosa Treta Solene — A tendência para transformar emoções em argumentos, sentimentos em verdades e opiniões em manifestações profundas de identidade. Transformar “tretas” que não são assim tão sérias em coisas sérias, profundas e intocáveis.
Nesta conversa, Ricardo parte do humor para pensar precisamente sobre aquilo que o humor vem perturbar: a ideia de que devemos respeitar em demasia as emoções, as identidades e as convicções dos outros a ponto de já não podermos rir delas. Fala-se da “entronização do emocional”, da hegemonia do eu e dessa curiosa ideia contemporânea de que, se somos todos especiais, então ninguém é verdadeiramente especial.
O humor tem o “belo e nobre” ofício de expor as nossas contradições e nos recordar que, por mais especiais que nos julguemos, continuamos todos na mesma sarjeta. Cada gargalhada é um esquecimento momentâneo de que todos vamos morrer. Da Filosofia à Censura, de Aristóteles a Sartre, da Esquerda à Direita, foram vários e variados os tópicos que nutriram esta conversa. Os elos de parentesco entre o humor e a filosofia, e o ceticismo como um ponto de partida comum para ambos.
No fim, há espaço para alho, esgotos, batons, garfos e outras objetos que podem despertar os nossos desejos filosóficos. Quando um alho destrona um batom, tudo é possível. Ricardo Araújo Pereira é um filósofo que nos faz rir.
Junte-se a nós neste brilhante episódio. Vemo-nos para a semana.










