“Eu sofria muito de tédio. Acho que, em parte, a minha criatividade vem daí” diz Rita Red Shoes, cantora e compositora
Neste episódio, conversamos com Rita Red Shoes sobre os bastidores do processo criativo e a forma como a música se relaciona com outra grande parte da sua vida: a psicologia. Antes de tudo isso, descobrimos que automobilistas que na autoestrada vão na faixa do meio a inquietam muito. Circule na faixa da direita.
Aprendemos que a criatividade nasce num lugar que parece ser o seu oposto: o tédio, o “tempo de nada”. Questionamos se existe uma fórmula para escrever canções, e se a pergunta “o ovo vem antes da galinha” também se aplica no mundo musical: A letra vem antes da melodia, ou a melodia é que vem antes da letra? Para a nossa convidada, a sua forma de trabalho não se prende a barreiras fixas: há músicas à espera de palavras e palavras à espera de música.
A conversa passa também pelo papel do instinto como “bússola” artística, pela aprendizagem através do erro e como todos os sons são possíveis de se tornar música.
Exploramos ainda a ligação entre psicologia e arte, a forma como nos conhecemos através do outro e projetos que usam a expressão artística como ferramenta terapêutica, demonstrando como a música consegue chegar a lugares onde as palavras, muitas vezes, não chegam.
Terminamos o episódio com a nossa dinâmica habitual da caixa do desejo filosófico, e descobrimos que o de Rita Red Shoes é uma árvore. Para saber o porquê, junte-se se a nós neste episódio, inquiete-se.









