18 a 21 de junho de 2026

Quem deseja atua de uma certa maneira, sente de uma certa maneira, pensa de uma certa maneira. Só depois de compreendermos a natureza profunda do Desejo podemos verdadeiramente entrar nalgumas das problemáticas que o cercam: o prazer, o bem e o mal, a ação, a força, a permanência e a contingência, o poder e a submissão, a liberdade, a economia, a arte e o conhecimento.

O desejo atravessa a existência individual moldando também as grandes dinâmicas coletivas: a aventura da tecnociência, o império crescente do consumo e as reviravoltas contemporâneas da geopolítica não são fenómenos isolados, mas estão intimamente ligados a ele.

O desejo é apetite, coragem, vontade, aspiração de preencher um vazio existencial. Ele constitui a própria essência da vida: vontade cega e incessante, força vital, vontade de poder, repetição cíclica de prazeres que acalmam a falha original. Ele expressa-se tanto como líbido, reconhecimento de si através do outro, quanto como potência criadora. O desejo transcende-se a si mesmo e, nesse próprio movimento, o Homo Sapiens não cessa de se construir.

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