Sessões: 5 sessões
Duração: 1h30
Datas: 5, 12, 19 de novembro e 3, 10 de dezembro
Horários: 18h00-19h30
Inscrições: a decorrer
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Sinopse
O que têm em comum um relógio sem ponteiros, um balde de água lançado a alguém de um comboio, um balão de ar quente ou um cubo de açúcar a ser absorvido lentamente por um café? Tal como acontece com a filosofia, os filmes não oferecem ao espectador respostas ou fórmulas fechadas, pelo contrário, surgem impregnados de perguntas. Para Deleuze, as três grandes formas do pensamento – a arte, a filosofia e a ciência – apresentam modos distintos de enfrentar o mundo, cujas linhas de fuga se podem cruzar, mas não confundir. Dando vazão a este mote, a proposta é explorar o cinema como lugar privilegiado de questionamento, cruzando crítica e filosoficamente alguns marcos fílmicos de Bergman, Buñuel, Tarkovsky, entre outros, com a teoria de alguns filósofos e pensadores como Weil, Deleuze ou Cavell. Uma oportunidade para descobrir que a filosofia também pode ser encontrada num plano de Bergman, numa imagem inesperada de Buñuel ou num feixe de luz de Tarkovsky.
I. Sessão de abertura: articulações entre cinema e filosofia, a partir de Gilles Deleuze e Stanley Cavell.
II. Morangos Silvestres de Ingmar Bergman em diálogo com Albert Camus.
III. Este Obscuro Objecto do Desejo em diálogo com Sigmund Freud.
IV. Andrei Rublev de Andrei Tarkovsky em diálogo com Simone Weil.
V. A Trilogia das Cores: Azul, Branco e Vermelho de Krzysztof Kieslowski em diálogo com Bento Espinosa.
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