Sessões: 1 sessão
Duração: 2h
Datas: 21 de maio
Horário: 18:00 – 20:00
Inscrições: a decorrer
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Sinopse:
Como é que o consumismo revolucionou as nossas existências? Quais são as lógicas que orientam o capitalismo de consumo? Como definir a economia consumista?
Do ponto de vista estrutural, pode dizer-se que o capitalismo de consumo é um capitalismo de sedução, uma economia sob a égide de mecanismos multiformes de sedução.
Este capitalismo tem uma história que começa no século XIX.
As 3 fases históricas do capitalismo
- A era dos grandes armazéns
- O capitalismo fordista e a economia de elevado crescimento
- O capitalismo da hipersedução
Lógicas de sedução e cultura consumista
- A mudança permanente e a diversificação da oferta
- A sedução pelo design
- O marketing emocional e a sedução da experiência
A superpotência do capitalismo de consumo
O capitalismo de consumo é «o maior sedutor do mundo», pois cria tentação de forma contínua, em todo o lado, a todo o momento, para todos. Conseguiu abolir o imaginário da Revolução. Mudou o sentido da vida e da existência quotidiana. Tudo se tornou mercado: até o Natal, até o dormir, o falar, o sonhar, o caminhar, o jogar. Inventou uma nova forma de viver sob a dependência sistemática do totalmente comercial.
O capitalismo de sedução é um sistema totalitário?
Para muitos autores, o seu poder é tão avassalador que nos transformou em seres dessingularizados, uniformizados. Coincide com um processo de desindividualização, de estandardização das existências, de empobrecimento da experiência estética dos consumidores, de aniquilação das faculdades afetivas e sensíveis. Assim, o capitalismo de sedução produziria, depois da proletarização do trabalhador, também a do consumidor, agora condenado a uma existência dessubjetivada, sem sabor, sem arte de viver.
Podemos aceitar esta interpretação radical? Não o creio. Qualquer que seja o seu poder de massificação dos comportamentos, o consumismo é também um agente de individualização, de acentuação das singularidades.
É também um agente de desenvolvimento das experiências estéticas de todos os tipos: design, música, espetáculos, jogos, concertos, viagens, gosto pelas paisagens, decoração da casa e do corpo, gastronomia, exposições, museus. Assistimos menos a uma «proletarização» dos consumidores do que a um aumento geral do gosto, à multiplicação das experiências e dos desejos estéticos de um número cada vez maior de pessoas.
Fim do capitalismo de consumo?
A ameaça ecológica transforma progressivamente os modos de produção, com o desenvolvimento das energias renováveis, da reciclagem, da eco arquitetura e do design sustentável. Mas não nos iludamos: estas evoluções não colocarão em causa a lógica concorrencial do mercado, assente na sedução, no marketing e na rápida renovação dos produtos. As exigências ecológicas não conduzirão nem ao fim da obsolescência nem ao declínio do gosto pela novidade e pelo estilo.
Pelo contrário, as inovações ecológicas podem acelerar a substituição dos objetos, sobretudo quando permitem reduzir o consumo de energia ou as emissões poluentes. Longe de abolir o capitalismo de sedução, a economia contemporânea tende a combinar responsabilidade ambiental com atratividade estética. O futuro anuncia-se como uma hibridização entre ecologia e sedução mercantil.
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