
Vera de Jesus de Oliveira Cardoso é arqueóloga, investigadora e uma apaixonada contadora de
histórias que dedica a sua vida a desvendar e preservar as camadas de memória que moldam a
nossa identidade. Natural de Lisboa, mas com um percurso profundamente enraizado em Cascais,
desde que nasceu, é licenciada em História (especialidade em Arqueologia) pela Universidade
Autónoma de Lisboa e encontra-se a concluir o Mestrado em Arqueologia na Universidade Nova
de Lisboa, focando a sua investigação no Neolítico Final e Calcolítico (Branqueiras, Cascais).
Com uma carreira que atravessa décadas, tem-se destacado não apenas no trabalho de campo
— com a direção e participação em inúmeras escavações arqueológicas, incluindo locais
emblemáticos como a Villa Romana de Freiria e o Convento da Piedade — mas também na gestão
e conservação do património natural. O seu compromisso com a biodiversidade levou-a a
especializar-se na gestão e conservação do Lobo Ibérico pela Universidade de León, actuando
hoje como especialista nesta área.
Para além da sua actividade científica, Vera é uma prolífica criadora de conteúdos de divulgação
do património e de recriação histórica. Através da escrita, da fotografia e do vídeo, procura tornar
o conhecimento histórico acessível e vibrante para o público contemporâneo É autora de diversas
obras que exploram a dimensão imaterial e mística do território, como Cascais Mágico – Lendas
e Mitos e Sintra Mágica, além de romances históricos como In Nomine.
É actriz, encenadora e dramaturga, escrevendo e dirigindo os seus próprios guiões para recriações
históricas e projectos museológicos. Nesta vertente, utiliza a sua experiência em instituições como
o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros para transformar factos históricos em narrativas teatrais
vibrantes.
Actualmente, desempenha funções de liderança em associações dedicadas à protecção ambiental
e cultural, como a Associação Sabugueiro e a Associação Cultural de Cascais. Com um espírito
empreendedor reconhecido por vários prémios, continua a investigar os usos, costumes e
tradições orais de Portugal, acreditando que a compreensão do passado é a chave fundamental
para o pensamento crítico e a construção do futuro
EDIÇÃO 2026 – DESEJO
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