
Licenciado em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1973. Assistente no Departamento de Estudos Anglísticos (Literatura Inglesa, Literatura Norte-Americana e Teoria da Literatura). É Vogal do Conselho Directivo da FLUL entre 1978 e 1988. Lecciona Literatura Portuguesa e Teoria da Tradução nos E. U. A., onde escreve e apresenta (1991-1993) a dissertação de doutoramento As Razões da História: Crónicas Romanceadas de Uma Terra Nova, sobre o romance histórico norte-americano do século XIX, publicada pela Editorial Caminho (2024).
Director Editorial de Livros Horizonte (1977-1980). Membro da Comissão Executiva do I Congresso de Escritores de Língua Portuguesa (1998), Co-fundador e Director de Programação do Festival Internacional de Cinema de Troia (1984-1991), Vice-Presidente e Presidente do Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual (1993-1995), representando Portugal no Programa Eurimages. Membro do Conselho de Opinião da Radiotelevisão Portuguesa (2002-2007). Membro do Consejo Asesor da Fundación Duques de Soria, passando a integrar o Patronato em 2023.
Director Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Cascais (2022-2025). Administrador-Delegado (1996-) e Presidente do Conselho Directivo da Fundação D. Luís I (2013-).
Membro do Júri do Grande Prémio do Romance e da Novela (1996), do Grande Prémio de Conto- Camilo Castelo Branco (1999), do Grande Prémio do Romance (2017, 2019 e 2023) e do Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga (2025) da Associação Portuguesa de Escritores, e, ainda no plano cinematográfico, do Júri Internacional do Festival de Cinema de Istambul (1987), do Festival de Cinema Jove de Valência (1986 e 1988), do Festival de Cinema Latino de Chicago (1992).
Autor de vários ensaios sobre literatura e cinema, bem como de dois livros de poesia, é reconhecido o seu labor no campo da tradução: J. L. Borges, C. José Cela, M. Vargas Llosa, Fernando del Paso, A. Muñoz Molina, Elmer Mendoza, Mário Benedetti, J. D. Salinger, Chester Himes (em colaboração), Javier Marías, Javier Tomeo, William Shakespeare, Peter Wollen, Woody Allen (em colaboração), Ralph Ellison (em colaboração), Thomas Pynchon, R. B. Parker, Vladimir Nabokov, John Dos Passos, William Burroughs, Raymond Chandler, Peter Bogdanovich, Nancy Rubin, James Anderson, Laurence Dermott, Manuel Puig, Guillermo Cabrera Infante, D. Foster Wallace (em colaboração), Saul Bellow, Melvin Kelley, Julian Barnes, Paul Schrader (em colaboração), Hari Kunzru, Richard Zenith (em colaboração), Tan Twan Eng e Gerald Murnane estão entre os autores de que traduziu uma ou várias obras.
EDIÇÃO 2026 – DESEJO
28.06 Palestra | A Filosofia na Casa das Histórias Paula Rego
O Desejo na Literatura Norte-Americana do Século XIX: Nathaniel Hawthorne, Herman Melville e Mark Twain
Analisa-se a representação filosófica do desejo na literatura norte-americana do século XIX através das obras de Nathaniel Hawthorne, Herman Melville e Mark Twain. Em Hawthorne, o desejo surge associado à culpa, à repressão moral puritana e à procura de autenticidade individual. Em Melville, transforma-se numa força metafísica e obsessiva, simbolizada pela perseguição de Ahab à baleia branca em Moby-Dick. Já Twain aborda o desejo como procura de liberdade e crítica das convenções sociais e da hipocrisia civilizacional. O texto procura evidenciar ainda a influência do romantismo sombrio, do transcendentalismo e de correntes filosóficas modernas, como Schopenhauer e a psicanálise. Os três autores revelam o desejo como elemento constitutivo da condição humana, simultaneamente fonte de vitalidade, sofrimento e conflito. O ensaio conclui mostrando a actualidade destas reflexões numa sociedade contemporânea marcada pelo consumismo, pela produção incessante de desejos e pela fragmentação da identidade.