
Doutorada em Filosofia pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (FCH-UCP). Professora auxiliar convidada na FCH. Investigadora do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (UCP). Coordenou a Licenciatura em Filosofia de 2009 a 2019. Foi Membro do Conselho de Direção da Faculdade de Ciências Humanas de 2016 a 2023. Co-coordenou a Licenciatura em Filosofia, Política e Economia (PPE) de 2021 a 2024. A sua principal área de investigação é a Filosofia Patrística e Medieval, em particular o pensamento de São Tomás de Aquino.
EDIÇÃO 2026 – DESEJO
13.06 Sessão de Filosofia | Bairro Cabeço de Mouro
Desejo, logo existo?
Desde Descartes, a fórmula «penso, logo existo» (cogito, ergo sum) tornou-se uma das expressões mais conhecidas da Filosofia e mesmo da cultura em geral. Contemporaneamente, assistimos à disseminação de uma variante: «desejo, logo existo». Esta circula em livros, bem como em artigos e conteúdos online. Há um fundo de verdade nesta reformulação. Por uma parte, somos pensamento, mas não somos apenas pensamento; somos também desejo. Mas que tipo de desejo? Este é o mote para a nossa breve viagem de exploração da natureza humana. Na primeira parte, referiremos posições de autores clássicos que se debruçaram sobre estas questões. Na segunda parte, dialogaremos em conjunto no sentido de examinar se alguma destas posições faz sentido para a nossa vida hoje.