
Filósofo Homenageado
Viriato Soromenho-Marques (n. 1957) é filósofo, professor catedrático aposentado da Universidade de Lisboa, sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia de Marinha. Conselheiro especial da Fundação Oceano Azul e presidente da AG da ONG Common Home of Humanity. Está há muito ligado às causas do combate à criseambiental e climática, da paz com justiça e dos direitos humanos, tanto em Portugal como na Europa e na esfera global. Nesse campo tem identificado os debates e dilemas éticos, políticos, jurídicos, económicos e epistemológicos associados ao advento dos desafiosexistenciais da época do Antropoceno Escreveu e lecionou sobre autores clássicos da história da filosofia, como é o caso de Kant, Hegel, Nietzsche ou Hannah Arendt. Na filosofia política trabalhou em torno do contratualismo, revolução, teorias da guerra e da paz, direito de resistência, e sentido da história. Analisou os fundamentos teóricos do federalismo, tanto na fundação dos EUA (Jefferson, Hamilton, Madison, Jay, entre outros), como nas contradições e (in) sucessos dos processos de integração europeia. É autor de uma vasta bibliografia, assim como de um diversificado e longo percurso internacional como conferencista.
Para mais informações consultar:www.viriatosoromenho-marques.com
EDIÇÃO 2026 – DESEJO
Filósofo Homenageado
25.06 Jantar In Vino Veritas | Esboço Introdutório
Será a Filosofia obsolescente neste tempo da Grande Aceleração?
O declínio da Filosofia no plano institucional e na esfera pública contrasta com o seu ressurgimento, inesperado e quase espontâneo, nas representações e práticas que tentam estar à altura dos desafios existenciais contemporâneos. Como se poderá compreender esse contraste?
25.06 Jantar In Vino Veritas | Diálogo Com Pensadores
28.06 Casa das Histórias Paula Rego | Palestra De Encerramento
Da Utopia à Distopia, ou os Paradoxos do Desejo
Vivemos num tempo de muitas ameaças e perigos. Vivemos no interior de um novo trágico. Desta vez, o destino não é marcado pelo capricho dos deuses, mas é obra da vontade humana organizada e proficiente, dispersa por uma multidão de desejos, unidos pelo imperativo da emancipação humana em relação a todos os determinismos exteriores. O que separa a utopia da distopia não é da ordem da distância, mas do excesso de coincidência. A distopia é uma utopia que perdeu transcendência, unindo-se completamente ao chão do real. Consumindo-se nele até às cinzas.