
Professora Auxiliar na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Doutorada em Filosofia pela Universidade NOVA de Lisboa, foi entre 2013 e 2025 investigadora integrada no Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA), onde coordenou o projeto financiado pela FCT “Mapping Philosophy as a Way of Life: An Ancient Model, A Contemporary Approach” (2023-25). É co-fundadora e atual coordenadora da International Society for Philosophy as a Way of Life (ISPWL) e membro de várias redes de investigação internacionais, incluindo o Groupe International de Recherches sur Nietzsche (GIRN), o HyperNietzsche, a Red Iberoamericana Foucault, a Mellon Philosophy as a Way of Life Network e o Center for Metanoia Studies. É membro do conselho editorial das revistas Eidos: A Journal for Philosophy of Culture e Inquietude, bem como da coleção Filosofie dell’esercizio, da ETS. As suas principais áreas de investigação são a filosofia prática, a filosofia como modo de vida e a receção da filosofia antiga no pensamento contemporâneo. É autora de várias publicações sobre Nietzsche, Hadot, Foucault e os filósofos helenísticos, e co-editora de Nietzsche e Pessoa: Ensaios (Tinta-da-china, 2016), Rostos do Si: Autobiografia, Confissão, Terapia (Vendaval, 2019), The Late Foucault: Ethical and Political Questions (Bloomsbury, 2020), Filosofia Como Modo de Vida: Ensaios Escolhidos (Edições 70, 2022) e Hadot and Foucault on Ancient Philosophy: Critical Assessments (Brill, 2024).
Filosofia como Modo de Vida – Ensaios Escolhidos
Nietzsche e Pessoa Ensaios
EDIÇÃO 2026 – DESEJO
27.06 Debate | Casa das Histórias Paula Rego
EDIÇÃO 2025 – O MEDO
21.06 Sessão Filosófica | Auditório Maria de Jesus Barroso
O MAIS TEMÍVEL DE TODOS OS MALES”. Epicuro, Heidegger e o medo da morte
O medo da morte é um dos medos mais comuns e pervasivos da existência humana e também um dos temas que mais suscitou reflexão filosófica desde o início da sua história. Esta palestra contrastará as perspectivas de dois filósofos radicalmente diferentes e separados por mais de dois milénios: Epicuro de Samos e Martin Heidegger. Se Epicuro se esforça por nos mostrar que não há nada de temível em morrer por forma a eliminar o medo da morte e conduzir-nos a uma forma de vida mais tranquila e feliz, Heidegger procura intensificar a nossa relação com ela e produzir uma consciência aguda da nossa finitude, como condição de possibilidade de uma existência autêntica. O contraste entre os dois filósofos coloca-nos, assim, perante uma escolha radical entre duas atitudes existenciais perante a morte: a tranquilidade ou a autenticidade.