
Beatriz Batarda tem mais 30 anos de carreira como atriz, primeiro no cinema, depois no teatro e televisão.
Nasceu em Londres, mas veio para Portugal ainda criança. Começou por estudar Design no IADE, em Lisboa, tendo-se formado em Teatro na Guildhall School of Music and Drama, em Londres. Estreou-se no cinema aos 12 anos com Tempos Difíceis, de João Botelho, seguindo-se mais de 25 participações em obras de realizadores como Manoel de Oliveira, Margarida Cardoso, João Canijo, Marco Martins e Teresa Villaverde.
Em 2012, cofundou a Casa Bernardo Sassetti, uma associação que divulga a obra do compositor que dirigiu durante dois anos.
Estreia-se na televisão portuguesa em 2018 com a série Sara, uma série de Bruno Nogueira, com a realização de Marco Martins.
Em 2021, numa nova colaboração com Marco Martins, protagonizou Great Yarmouth – Provisional Figures, cuja prestação lhe valeu vários prémios, entre eles o Prémio do Festival Internacional de Cinema Guadalajara e a nomeação para Melhor Atriz no Festival San Sebastian. Em 2022, junta-se ao elenco de excelência de Mal Viver e Viver Mal, dítico realizado por João Canijo, galardoado com o Prémio do Júri em Berlin. Representou grandes clássicos no Teatro Nacional D. Maria II e trabalhou como atriz e encenadora na Cornucópia, no Teatro Nacional de S. João, no Teatro S. Luiz e no Centro Cultural de Belém. Em 2007, fundou o Arena Ensemble com Marco Martins com quem desenvolveu projetos para teatro e cinema, tais como Todo o mundo é um Palco e Perfil Perdido.
Atualmente, dá aulas e dirige a OffKey, uma empresa que se dedica a vários formatos de produção artística nacional. Destacam-se as suas criações: Antes de Ser, Todo O Mundo É Um Palco, A Primeira Virtude, Corpos Celestes e C., Celeste e a Primeira Virtude. Foi galardoada com dezoito prémios de cinema e teatro. Recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique em 2010. É casada e tem três filhas.