Porquê a Filosofia? Porquê Agora?
Num mundo em constante mudança, acelerado e complexo, a prática do pensamento crítico, profundo e livre não é um luxo, mas um imperativo para uma sociedade próspera e democrática.
Declaração de Paris da UNESCO de 1995 sobre Filosofia, Democracia, Liberdade de Pensamento e Tolerância.
“It will be better to Study philosophy Than programming.”
Daniela Braga, CEO, Defined.ai
O Dia Mundial da Filosofia, instituído pela UNESCO, é celebrado anualmente em mais de 50 países.
A nossa Organização
Espanto – Associação para o Desenvolvimento do Conhecimento
Missão: Uma entidade sem fins lucrativos dedicada à criação e organização de atividades educacionais, sociais e culturais para fomentar o desenvolvimento do pensamento filosófico no seu sentido mais amplo.
“É preciso saudar a criação da Espanto, que abre um espaço raro e indispensável de reflexão e diálogo, onde a filosofia alimenta a cultura contemporânea e estimula um pensamento crítico exigente que cruza os conhecimentos.”
Gilles Lipovetsky
“Do espanto de ser nasce a filosofia e a demanda laica pelo sentido – que subjaz à demanda religiosa: aparece com a simples nudez do mundo, antes dos deuses.”
José Gil
“Pensar é conversar. Uma conversa exige ouvirmos e sermos ouvidos. Talvez por isso Platão tenha usado a forma literária do diálogo para fixar pensamentos. Dizer o que se pensa é um gesto extremo de liberdade. A Associação Espanto para o Desenvolvimento do Conhecimento leva esse diálogo íntimo ao espaço público, transformando‑o em encontro e partilha. É uma associação que se desdobra em várias frentes para fazer circular a palavra pensada, usando meios contemporâneos, mas sem perder a raiz viva do pensamento filosófico. Pois o diálogo é levado ao extremo quando convidamos outros para a uma mesma partilha.”
António Caeiro
Fundada em Portugal, com o lançamento do primeiro Festival de Filosofia em Portugal (Espanto Festival Internacional de Filosofia)
2025
Seguiu-se o podcast “Espanto – O Princípio da Inquietação”, estabelecendo presença digital.
Post-Festival 2025
Atividades educativas e sociais estão programadas para começar a ampliar o nosso impacto na comunidade
2026
Os Nossos Princípios Fundadores
Liberdade de Expressão & de Pensamento
Estamos comprometidos com o diálogo aberto e a exploração de diferentes perspetivas e pontos de vista.
Não Política & Não Religiosa
Operamos sem qualquer filiação política ou religiosa para garantir um ambiente neutro para a investigação.
Inclusiva
Acolhemos todos, pois acreditamos que a filosofia é um empreendimento humano universal.
Procuramos Verdade
Acreditamos que a força que nos mantém humanos é o pensamento crítico, livre e profundo, apoiado por informações verdadeiras e rigorosamente analisadas.
Os Nossos Quatro Pilares de Ação
Espanto
Festival Internacional
de Filosofia

Digital Engagement
& Publications
Podcast
Social Media
Ação Educacional Ginásios de Pensamento para os primeiro, segundo e terceiro ciclos
Eu Sei Pensar para o ensino secundário
Ação Social
Pensamos Todos
Para as populações com menos recursos envolvendo voluntariado filosófico
Filosofia para Todos
Cursos e palestras disponíveis brevemente

Bernat Castany Prado
Uma filosofia do riso
Tipo: Curso
Idioma: Espanhol
Sessões: 4 sessões
Duração: 1h30
Datas: 2026: junho e setembro, 2027: janeiro
Inscrições: Abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Uma filosofia do medo
Tipo: Curso
Idioma: Espanhol
Sessões: 4 sessões
Duração: 1h30
Datas: 2026: junho e setembro, 2027: janeiro
Inscrições: Abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Homo ridens: funções filosóficas da comédia
Tipo: Conferência
Idioma: Espanhol
Sessões: 1 Sessão
Duração: 1h30
Datas: 2026: junho e setembro, 2027: janeiro
Inscrições: Abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES

Sebastian Sunday Grève
Filosofia Ocidental Moderna
Tipo: Curso
Idioma: Inglês
Sessões: 14 sessões
Duração: 1h40
Datas: 2026: Primeira semana de março
Inscrições: Abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Este curso apresenta alguns dos pensadores mais influentes da tradição filosófica ocidental desde o final do século XIX. Cada aula centra-se principalmente num filósofo. Os autores estudados incluem Nietzsche, Russell, Wittgenstein, Heidegger, Turing, Arendt e Kuhn. Com base nessas leituras, a série oferece uma narrativa histórica que traça os principais pontos de viragem no desenvolvimento da filosofia ocidental contemporânea e transmite uma compreensão de várias das tendências atualmente dominantes na filosofia mundial.

Maria Balaska
Como Viver uma Vida Boa (Num mundo errado)
Tipo: Curso
Idioma: Inglês
Sessões: 5 sessões
Duração: 1h15 (45 minutos de palestra + 30 minutos de discussão)
Datas: 2026: 1, 8, 15, 22 e 29 de Junho às 19h00.
Inscrições: abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
À medida que a humanidade passa por momentos de profunda crise — política, ecológica e social — torna-se incerto como
os indivíduos podem levar uma vida boa, feliz, que valha a pena e seja significativa. Este curso explora cinco componentes-chave
da Boa Vida na história da filosofia, desde a Grécia Antiga até o pensamento contemporâneo, e questiona se esses componentes ainda são possíveis hoje em dia e como podemos incorporá-los às nossas vidas.
1. A Vida Examinada
Sócrates disse a famosa frase de que uma vida não examinada não vale a pena ser vivida e encorajou-nos a conhecer a nós mesmos. O que torna uma vida examinada mais feliz e o que significa examinar a própria vida? Numa época em que muitas pessoas procuram terapia, pode parecer óbvio que o autoexame significa voltar-se para dentro, para as próprias emoções e estados mentais. Mas era isso que Sócrates queria dizer?
2. Mais perto da Natureza
Estudos psicológicos mostram repetidamente uma ligação entre o bem-estar e o tempo passado na natureza. Na história da filosofia, Immanuel Kant e a tradição posterior do Romantismo defendem que estar na natureza não é apenas agradável, mas também moralmente educativo. Como estar na natureza nos ajuda a melhorar a nós mesmos? E o que significa promover uma conexão com a natureza numa época em que estamos cada vez mais afastados dela?
3. Uma vida de (mais) admiração
Platão e Aristóteles colocam a origem da filosofia na experiência da admiração; Descartes pensava que a falta de admiração significava falta de conhecimento; e Heidegger discute o sentimento de admiração como um ponto de entrada para uma vida mais autêntica. Numa era secular e globalizada de viagens frequentes, experiências novas e um fluxo constante de novas informações, o que significa ser surpreendido pelo espanto e como podemos cultivar uma vida que tenha momentos de espanto?
4. Relacionamentos
Para muitas tradições religiosas e filosóficas, uma boa vida é uma vida cheia de amor. No entanto, amar também nos torna vulneráveis e pode nos levar a situações que parecem uma perda de tempo e energia. O que significa praticar bem o amor, de uma forma que nos ajude a viver uma boa vida? Nesta sessão, aprendemos sobre Iris Murdoch e Simone Weil, que veem benefícios inesperados no amor, incluindo uma atenção mais aguçada e uma compreensão mais clara do mundo.
5. Uma boa vida envolve ter filhos?
Se está em idade fértil, pode questionar-se se uma boa vida envolve ter filhos; se tem filhos em idade fértil, pode questionar-se sobre o que lhes aconselhar. Diz-se que os filhos tornam a vida mais significativa, mas menos divertida. Além disso, à luz das alterações climáticas e das transformações impulsionadas pela IA, pode parecer errado tomar essa decisão — para si mesmo e para os seus descendentes imaginários. Como é que os filhos se encaixam no projeto de viver uma boa vida?
Introdução à Ética
Tipo: Curso
Idioma: Inglês
Sessões: 5 sessões
Duração: 1h15 (45 minutos de palestra + 30 minutos de discussão)
Datas: 2026: 2, 9, 16, 23 e 30 de Março às 19h00.
Inscrições: Abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
O objetivo deste curso é permitir a abordagem da questão de como devemos decidir o que é melhor fazer e como é melhor conduzir as nossas vidas. Se os nossos julgamentos de valor não são meramente preferências e pontos de vista subjetivos, quais são os melhores critérios para as nossas decisões morais? Ao considerar essas questões, examinarão uma variedade de conceitos éticos, como utilidade, dever, virtude e bondade, que são amplamente utilizados em argumentos morais e políticos. Apresentarei alguns dos principais pensadores, como Aristóteles, Kant e Mill.
1. A natureza intrigante dos problemas morais
Nesta primeira sessão, exploramos a lógica peculiar e idiossincrática dos problemas morais.
2. A correção da ação é determinada pelo valor das suas consequências.
Na segunda sessão, exploramos a visão utilitarista sobre a ética. Popular hoje em dia com tendências como o veganismo e teorias como o Altruísmo Eficaz, analisamos os fundamentos e as deficiências da visão de que, para saber se uma ação é boa, devemos olhar para as suas consequências.
3. Fazer o que é certo é agir por dever: a necessidade de universalidade
Na terceira sessão, exploramos a crítica feroz de Immanuel Kant ao consequencialismo e a ideia de que a escolha moral deve ser universalizável, elaborada através da razão e independente das consequências — boas ou más.
4. Agir bem é ser virtuoso: por que a motivação é importante
Na quarta sessão, examinamos a perspetiva aristotélica sobre a ética. Mudando o nosso foco da ação para o indivíduo, exploramos como agir virtuosamente resulta de ser virtuoso e como a virtude é definida na obra de Aristóteles.
5. Além das teorias éticas
Na sessão final, refletimos sobre exemplos reais de problemas morais, a aplicabilidade das principais teorias éticas e casos que desafiam as teorias éticas como tais.

Joana Rita Sousa
O “porquê” como gesto infantil – e filosófico
Tipo: Curso
Idioma: Português
Sessões: 2 sessões
Duração: 1h30
Datas: 27 e 29 de Abril, das 18h às 19h30
Inscrições: abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Este curso parte de uma pergunta aparentemente simples – porquê? – para explorar o seu papel central no desenvolvimento do pensamento humano, em particular na infância e na adolescência. Longe de ser apenas um sinal de curiosidade ou de oposição, o “porquê” é abordado como um gesto filosófico fundamental, que inaugura o diálogo, a problematização e a construção de sentido.
Ao longo de três horas, os participantes serão convidados a reflectir sobre diferentes tipos de perguntas, sobre a forma como as pessoas adultas reagem ao questionamento infantil e juvenil, e sobre como criar condições para que o “porquê” não seja silenciado, apressado ou instrumentalizado, mas sim reconhecido como motor de pensamento.
A filosofia importa? E a filosofia para/com crianças?
Tipo: Curso
Idioma: Português
Sessões: 2 sessões
Duração: 1h30
Datas: 18 e 25 de Maio, das 18h às 19h30
Inscrições: Abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Este curso propõe uma reflexão acessível e fundamentada sobre a relevância da filosofia no mundo contemporâneo, articulando-a com a prática da filosofia para/com crianças e jovens. Partindo de objeções comuns, como “é demasiado abstracta”, “não é prática” ou “as crianças são muito novas”, o curso analisa o que está realmente em causa quando falamos de pensar, dialogar e trabalhar a autonomia de pensamento.
Serão apresentados os princípios fundamentais da filosofia para/com crianças e o seu enquadramento educativo e cultural.
Como potenciar o diálogo filosófico no quotidiano
Tipo: Curso
Idioma: Português
Sessões: 2 sessões
Duração: 1h30
Datas: 22 e 29 de Junho, das 18h às 19h30
Inscrições: Abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Este curso centra-se na dimensão prática da filosofia enquanto experiência de diálogo. O foco não está propriamente em “ensinar filosofia”, mas em criar condições para que o pensamento filosófico aconteça em contextos quotidianos: em casa, na escola, em actividades culturais ou em conversas informais com crianças e jovens.
Através de exemplos, situações concretas e exercícios breves, as pessoas participantes irão explorar atitudes, estratégias e perguntas que favorecem o diálogo filosófico, bem como obstáculos comuns que o inibem, como a pressa, a necessidade de controlo ou a busca imediata pela resposta.

Gilles Lipovetsky
A nova sociedade de consumo
Tipo: Palestra
Idioma: Francês
Duração:
Datas:
Inscrições: abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Já não estamos na «sociedade de consumo», mas sim na era da sociedade de hiperconsumo, uma nova fase histórica do capitalismo de consumo.
Economia consumista e capitalismo sedutor
Tipo: Curso
Idioma: Francês
Duração:
Datas:
Inscrições: Abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
Como o consumismo revolucionou as nossas vidas? Quais são as lógicas que regem o capitalismo de consumo? Como definir a economia consumista?
Estruturalmente, pode-se dizer que o capitalismo de consumo é um capitalismo de sedução, uma economia sob a égide de mecanismos multifacetados de sedução.
Este capitalismo tem uma história que começa no século XIX.
Como potenciar o diálogo filosófico no quotidiano
Tipo: Curso
Idioma: Francês
Sessões:
Duração:
Datas:
Inscrições: Abertas a partir de 1 fev
Tradução: PT/ EN/ FR/ ES
A sociedade de hiperconsumo é a da «felicidade paradoxal». Consumimos três vezes mais energia do que nos anos 60, mas ninguém pode afirmar que somos três vezes mais felizes. Quanto mais se multiplicam
os prazeres privados, mais se afirmam as frustrações da vida íntima, as ansiedades e depressões, as decepções afetivas e profissionais. As insatisfações em relação a si mesmo aumentam proporcionalmente às satisfações proporcionadas pelo mercado.
Encontramos aqui o famoso paradoxo de Easterlin: quando a renda média de um país aumenta, o nível médio de felicidade não aumenta necessariamente; o crescimento económico não leva automaticamente a um aumento duradouro da felicidade coletiva.
O nosso poder sobre as «coisas» segue uma curva exponencial, mas o poder que temos sobre a alegria de viver continua sendo muito fraco.
A escalada consumista está longe de promover a felicidade. As chaves que abrem as portas da felicidade não progridem, ela teimosamente escapa ao domínio dos homens.
O consumismo não é a chave da felicidade.
A que se deve isso?
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